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quarta-feira, 6 de junho de 2012
quinta-feira, 29 de março de 2012
Complexo Cultural Luz será construído parcialmente até agosto. Veja vídeo!
Parte do Complexo Cultural Luz, de autoria dos suíços Jacques Herzog e Pierre de Meuron, será construída em São Paulo até o final de agosto.
Veja o vídeo.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Color Block na decoração
Mas, como sempre, a inovação achou um jeitinho de participar. Para contrastar com esse tom mais sóbrio, criou-se uma tendência chamada de color block.
O movimento consiste, basicamente, em quebrar a monocromia de um espaço utilizando algum elemento que tenha uma cor bastante expressiva.
Tem uma sala toda neutrinha e não quer mudar o estofado? Cortina em várias peças de cores diferentes, de um tecido leve e transparente, transmitem muita alegria sem pesar o ambiente. De um lado as cores primárias: azul, amarelo e vermelho, e o branco separa as secundárias: laranja e verde.
Só cores primárias, uma tríade de contrastes perfeitos; As linhas retas e modernas arrematam o ambiente com sofisticação.
O movimento consiste, basicamente, em quebrar a monocromia de um espaço utilizando algum elemento que tenha uma cor bastante expressiva.
A cor pode vir de qualquer coisa, e aí que está a graça. Pode ser uma parede amarela, um sofá vermelho, um vaso azul, cadeiras coloridas ou bancos com estampas alegres. Vale tudo, só tome cuidado para que a decoração não destoe muito do estilo do ambiente em si. Você também pode usar o color block de um jeito diferente, aplicando padrões e texturas nas paredes, por exemplo.
O movimento foi inspirado no trabalho do pintor holandês Piet Mondrian, que ficou famoso por usar as cores primárias (azul, vermelho e amarelo) para dar vida a quadros geométricos com fundo branco e/ou preto.
O movimento foi inspirado no trabalho do pintor holandês Piet Mondrian, que ficou famoso por usar as cores primárias (azul, vermelho e amarelo) para dar vida a quadros geométricos com fundo branco e/ou preto.
Veja alguns trabalhos de Mondrian:
Uma opção para a decoração é usar objetos transparentes casando com peças coloridas. Cadeiras, vasos, potes, o que a sua imaginação desejar.
Uma opção para a decoração é usar objetos transparentes casando com peças coloridas. Cadeiras, vasos, potes, o que a sua imaginação desejar.
Abaixo, um exemplo de transparência + color block:
A mesinha, quase invisível, dá destaque à tigela em cima dela. Essas peças estão sendo muito usadas, principalmente por quem gosta de dar um visual mais clean ao ambiente.
A mesinha, quase invisível, dá destaque à tigela em cima dela. Essas peças estão sendo muito usadas, principalmente por quem gosta de dar um visual mais clean ao ambiente.
Cheias de estilo, podem dar uma sensação de um espaço maior. Existem em vários modelos, das modernas a releituras de cadeiras clássicas. Peças translúcidas coloridas podem ser usadas como color block também.
Só cores primárias: vermelho, azul e amarela
A combinação é moderna e alegre.
Só cores primárias: vermelho, azul e amarela
A combinação é moderna e alegre.
Mais simples ainda é pintar duas paredes, cansou é só pintar de outra cor depois. O amarelo super vibrante se equilibra com o azul mais tranquilo, o resultado é uma sala cheia de vida.
Super contrastes
O contraste entre cores complementares é o maior de todos, uma combinação que sempre dá certo. O sofá vermelho sozinho fica aconchegante, com as cadeiras verdes (cor complementar do vermelho) já dá uma levantada no astral, com a parede amarela, então, é só alegria.
Tons de roxo, lilás e rosa enchem de cor e, ao mesmo tempo, deixam tudo bem tranquilo. Está sem paciência de pintar paredes e não quer investir muito? Almofadas e pufes numa sala neutram também fazem um bom efeito!
Color Block é inspiração para a decoração de um banco no Japão
A arquiteta francesa Emmanuelle Moureaux assina o projeto do banco japonês Sugamo Shinkin que transmite muita inovação e ousadia. As cores estão presentes por todos os lugares inclusive nas paredes, na decoração e na mobília.
Como contraponto ao branco, cinza e preto – que são predominantes na arquitetura japonesa –, a arquiteta procurou distinguir sua ideia ao explorar o colorido vibrante na fachada do edifício. A sobreposição de camadas é uma característica típica da cultura japonesa e tornou-se fonte de inspiração para a arquiteta. O edifício é composto por doze camadas coloridas que o protegem do barulho externo.
A fachada possui painéis de alumínio com espessuras idênticas, o lado superior na cor branca permite o reflexo das cores diferentes e, ao mesmo tempo, cria um efeito degradê. Outro diferencial que chama a atenção é que durante a noite, cada painel pode ser iluminado de forma independente. Ao todo foram utilizadas 22 cores no projeto.
O prédio possui três andares. No térreo ficam a agência bancária, os caixas eletrônicos e um lounge com sofás coloridos. Os andares superiores são destinados para os escritórios e as salas de reuniões.
Via moblydesign, casadaidea, acasahomedesign
terça-feira, 22 de novembro de 2011
Um balanço da década de 2000 - Edificios administrativos
Jardins da Praça, Porto Alegre, Moojen & Marques
Propostas buscam soluções para melhorar relações com a cidade
Após duas décadas de freio, a construção civil brasileira retomou com intenso vigor suas atividades, sobretudo a partir da segunda metade da década passada. Em 2009, a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 8,3%, podendo chegar a 9,5% até 2022, segundo estimativa do Observatório da Construção, um braço do Departamento da Indústria da Construção Civil, da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
Esse movimento se deveu, em parte significativa, à expansão do crédito para financiamentos habitacionais e a investimentos em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas não ficou restrito a esses segmentos: também aumentou a oferta de edifícios comerciais, administrativos e de serviços.
Em recente edição do jornal Valor Econômico, executivos que comandam incorporadoras e construtoras explicavam que, além de atrair empresas para o país, o crescimento da economia estimula as companhias aqui instaladas a mudar para escritórios maiores e mais confortáveis, fato que determina a procura por conjuntos de alto padrão.
Esse movimento se deveu, em parte significativa, à expansão do crédito para financiamentos habitacionais e a investimentos em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Mas não ficou restrito a esses segmentos: também aumentou a oferta de edifícios comerciais, administrativos e de serviços.
Em recente edição do jornal Valor Econômico, executivos que comandam incorporadoras e construtoras explicavam que, além de atrair empresas para o país, o crescimento da economia estimula as companhias aqui instaladas a mudar para escritórios maiores e mais confortáveis, fato que determina a procura por conjuntos de alto padrão.
Brascan Century Plaza, São Paulo, Königsberger Vannucchi
Loducca, São Paulo, Triptyque
Nem sempre esses empreendimentos prezam a boa arquitetura, mas ao longo de suas edições PROJETO DESIGN conseguiu amealhar alguns exemplares que merecem destaque. Um deles é o Brascan Century Plaza, em São Paulo, de Königsberger Vannucchi Arquitetos Associados, constituído por três torres independentes articuladas, no nível da rua, por uma praça aberta ao público.
Para chegar ao Brascan, Jorge Königsberger e Gianfranco Vannucchi, que flertaram com o pós-moderno na década de 1990, ensaiaram antes com o projeto do Stadium, em Alphaville, também com três prédios, porém geminados.
Mais ousado na estética foi Ruy Ohtake, com o conjunto de múltiplo uso Ohtake Cultural. Em termos programáticos, ele pertence à mesma genealogia do Continental Square Faria Lima, desenhado por Aflalo & Gasperini Arquitetos, seguramente o escritório com mais projetos de torres comerciais relevantes implantadas na década. São de sua autoria, em São Paulo, o E-Tower e o Eldorado Business Tower, este criando interessante conexão com um shopping center.
Nas edificações mais recentes, a preocupação recorrente dos autores é atender preceitos de sustentabilidade - o Rochaverá Corporate Towers foi um dos primeiros empreendimentos a receber certificação Leed.
Para chegar ao Brascan, Jorge Königsberger e Gianfranco Vannucchi, que flertaram com o pós-moderno na década de 1990, ensaiaram antes com o projeto do Stadium, em Alphaville, também com três prédios, porém geminados.
Mais ousado na estética foi Ruy Ohtake, com o conjunto de múltiplo uso Ohtake Cultural. Em termos programáticos, ele pertence à mesma genealogia do Continental Square Faria Lima, desenhado por Aflalo & Gasperini Arquitetos, seguramente o escritório com mais projetos de torres comerciais relevantes implantadas na década. São de sua autoria, em São Paulo, o E-Tower e o Eldorado Business Tower, este criando interessante conexão com um shopping center.
Nas edificações mais recentes, a preocupação recorrente dos autores é atender preceitos de sustentabilidade - o Rochaverá Corporate Towers foi um dos primeiros empreendimentos a receber certificação Leed.
Eldorado Business Tower, São Paulo, Aflalo & Gasperini
DVR Alphaville, Barueri, SP, Eduardo Crafig, Fernanda Neiva e Rita Martinussi
Do mesmo escritório, o edifício Eudoro Villela completa o conjunto da sede do grupo Itaú, em São Paulo, e foi desenvolvido em parceria com a Superintendência de Arquitetura da instituição. Aliás, foi o Itaú que, ao adquirir a operação brasileira do BankBoston, incorporou a seus ativos a construção que Skidmore, Owings & Merrill (SOM), de Chicago, e o Escritório Técnico Júlio Neves desenharam para o grupo norte-americano.
Já a unidade novaiorquina do SOM aliou-se a Pontual Arquitetura para fincar, na zona sul de São Paulo, o Birmann 31. O prédio assinala o ocaso da Birmann, que na década anterior fora uma das principais empreendedoras brasileiras no segmento de edifícios comerciais.
Já a unidade novaiorquina do SOM aliou-se a Pontual Arquitetura para fincar, na zona sul de São Paulo, o Birmann 31. O prédio assinala o ocaso da Birmann, que na década anterior fora uma das principais empreendedoras brasileiras no segmento de edifícios comerciais.
Centro Empresarial Mário Henrique Simonsen, Rio de Janeiro, STA
Centro Comercial e de Serviços, São Paulo, Núcleo de Arquitetura
Nesse cenário, surpreendente é a “pitada de fantasia” que o habitualmente sisudo Marc Rubin, sócio de Botti Rubin Arquitetos, procurou inserir na marginal do Pinheiros, em São Paulo, com a planta ovalada e o gabarito reduzido do Landmark.
No segmento de edifícios comerciais, poucas foram as novas construções em altura no Rio - uma delas é a Torre Almirante, de Pontual Arquitetura e Robert Stern Architects. Já os conjuntos do tipo office park, implantados na região da Barra, conseguiram certa projeção. Entre eles, o Centro Empresarial Mário Henrique Simonsen, do estúdio STA Arquitetura; e o Barra Trade III e Barra Trade V, desenhados pelo escritório Ecotech.
Sedes de empresas também renderam boas soluções arquitetônicas na década. Uma das mais significativas, a SAP Labs Brazil, fica em São Leopoldo, RS, e tem a autoria compartilhada entre Eduardo de Almeida e César Shundi Iwamizu.
O edifício abriga laboratórios de criação de softwares e fica no campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Outra corporação que apostou num projeto diferenciado foi a Serasa, cujas instalações, em São Paulo, foram criadas pelo escritório Edo Rocha Espaços Corporativos. Incomum é a configuração - um círculo interceptado por um triângulo - do edifício administrativo da Ypioca, em Fortaleza, construído a partir de projeto de Nasser Hissa Arquitetos.
Faz parte dessa boa safra a sede paulistana da Marisol, marca de roupas e calçados infantis, desenhada pelo escritório Rocco Associados. Outra empresa do ramo têxtil em São Paulo, a Gul foi projetada pelos arquitetos Alexandre Cafcalas e Guilherme Margara.
No segmento de edifícios comerciais, poucas foram as novas construções em altura no Rio - uma delas é a Torre Almirante, de Pontual Arquitetura e Robert Stern Architects. Já os conjuntos do tipo office park, implantados na região da Barra, conseguiram certa projeção. Entre eles, o Centro Empresarial Mário Henrique Simonsen, do estúdio STA Arquitetura; e o Barra Trade III e Barra Trade V, desenhados pelo escritório Ecotech.
Sedes de empresas também renderam boas soluções arquitetônicas na década. Uma das mais significativas, a SAP Labs Brazil, fica em São Leopoldo, RS, e tem a autoria compartilhada entre Eduardo de Almeida e César Shundi Iwamizu.
O edifício abriga laboratórios de criação de softwares e fica no campus da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos). Outra corporação que apostou num projeto diferenciado foi a Serasa, cujas instalações, em São Paulo, foram criadas pelo escritório Edo Rocha Espaços Corporativos. Incomum é a configuração - um círculo interceptado por um triângulo - do edifício administrativo da Ypioca, em Fortaleza, construído a partir de projeto de Nasser Hissa Arquitetos.
Faz parte dessa boa safra a sede paulistana da Marisol, marca de roupas e calçados infantis, desenhada pelo escritório Rocco Associados. Outra empresa do ramo têxtil em São Paulo, a Gul foi projetada pelos arquitetos Alexandre Cafcalas e Guilherme Margara.
Torre Almirante, Rio de Janeiro, Pontual Arquitetura e Robert Stern
Edifício comercial, Brasília, Brasil Arquitetura
Inusitada foi a convocação de Guilherme Paoliello e André Vainer para desenharem a sede da Itambé, que atua na administração de condomínios. O grupo mantém relações próximas com profissionais ligados ao mercado imobiliário, mas optou pela dupla, que na época nunca havia trabalhado no segmento. Maior afinidade conceitual existiu, aparentemente, entre o desenho do Triptyque para a sede da agência publicitária Loducca.
Gaúchos, os arquitetos Luciano Andrades, Gabriel Gallina e Rochelle Castro praticamente debutaram na profissão com o E Box, um contêiner suspenso que serve de escritório de um estacionamento em Porto Alegre. Também na capital do Rio Grande do Sul, merece destaque o centro comercial Jardins da Praça, criação do escritório Moojen & Marques Arquitetos Associados.
Igualmente habilidosa e expressiva é a solução plástica do pequeno prédio desenhado por Reinach Mendonça Arquitetos Associados, em São Paulo, com linguagem semelhante à que os autores usam nos projetos de casas. O conjunto de serviços em escala reduzida é ainda o mote do Centro Comercial e de Serviços desenvolvido, em São Paulo, pelo Núcleo de Arquitetura, no qual procurou-se levar a cidade para dentro do projeto. De certa forma, esse também é o ponto de partida de Eduardo Crafig, Fernanda Neiva e Rita Martinussi no edifício DVR Alphaville, em Barueri, SP.
Menos contido em sua volumetria - mas nem por isso exuberante - é o Duquesa de Goiás, elegante conjunto desenvolvido por Paulo Bruna Arquitetos Associados na capital paulista. Na marginal do Pinheiros, o Quadra Hungria, de Miguel Juliano (morto em 2009), por sua vez, recupera a tradição modernista de edifícios em lâmina.
Francisco Fannuci e Marcelo Ferraz, do estúdio Brasil Arquitetura, também recorreram à referência modernista no primeiro projeto que seu escritório desenvolveu na capital federal. Trata-se de um edifício comercial com fachadas recobertas por perfilados de madeira, para controlar a luminosidade.
Gaúchos, os arquitetos Luciano Andrades, Gabriel Gallina e Rochelle Castro praticamente debutaram na profissão com o E Box, um contêiner suspenso que serve de escritório de um estacionamento em Porto Alegre. Também na capital do Rio Grande do Sul, merece destaque o centro comercial Jardins da Praça, criação do escritório Moojen & Marques Arquitetos Associados.
Igualmente habilidosa e expressiva é a solução plástica do pequeno prédio desenhado por Reinach Mendonça Arquitetos Associados, em São Paulo, com linguagem semelhante à que os autores usam nos projetos de casas. O conjunto de serviços em escala reduzida é ainda o mote do Centro Comercial e de Serviços desenvolvido, em São Paulo, pelo Núcleo de Arquitetura, no qual procurou-se levar a cidade para dentro do projeto. De certa forma, esse também é o ponto de partida de Eduardo Crafig, Fernanda Neiva e Rita Martinussi no edifício DVR Alphaville, em Barueri, SP.
Menos contido em sua volumetria - mas nem por isso exuberante - é o Duquesa de Goiás, elegante conjunto desenvolvido por Paulo Bruna Arquitetos Associados na capital paulista. Na marginal do Pinheiros, o Quadra Hungria, de Miguel Juliano (morto em 2009), por sua vez, recupera a tradição modernista de edifícios em lâmina.
Francisco Fannuci e Marcelo Ferraz, do estúdio Brasil Arquitetura, também recorreram à referência modernista no primeiro projeto que seu escritório desenvolveu na capital federal. Trata-se de um edifício comercial com fachadas recobertas por perfilados de madeira, para controlar a luminosidade.
Duquesa de Goiás, São Paulo, Paulo Bruna Arquitetos
Edifício comercial, São Paulo, Reinach Mendonça
Gul, São Paulo, Alexandre Cafcalas e Guilherme Margara
Rochaverá, São Paulo, Aflalo & Gasperini
Landmark, São Paulo, Botti Rubin
Ohtake Cultural, São Paulo, Ruy Ohtake
Sem arroubos formais
SAP Labs Brazil (2007/09) - Eduardo de Almeida e César Shundi Iwamizu
Por Alberto Xavier
O edifício da SAP Labs Brazil - empresa multinacional ligada à área de criação de softwares - situa-se no campus da Unisinos, centro universitário na cidade gaúcha de São Leopoldo, e integra sua área tecnológica com o propósito de estabelecer ligação entre o conhecimento acadêmico e empresas de ponta.
Vencedor de concurso fechado, é de autoria de Eduardo de Almeida, arquiteto de uma geração que forjou seu currículo com obras de pequeno porte - residências, no caso. Almeida seguiu a linha de muitos de seus contemporâneos, capitaneados pelo mestre Artigas, e nela permaneceu, ressalvada uma ou outra obra de grande porte, como a biblioteca Brasiliana, ora em construção no campus da Universidade de São Paulo.
Vencedor de concurso fechado, é de autoria de Eduardo de Almeida, arquiteto de uma geração que forjou seu currículo com obras de pequeno porte - residências, no caso. Almeida seguiu a linha de muitos de seus contemporâneos, capitaneados pelo mestre Artigas, e nela permaneceu, ressalvada uma ou outra obra de grande porte, como a biblioteca Brasiliana, ora em construção no campus da Universidade de São Paulo.
É trabalho realizado em parceria com César Shundi Iwamizu, associação comum entre arquitetos. Parcerias de longo prazo, parcerias eventuais, mas quase sempre parcerias de colegas de mesma geração. Aqui, temos um registro bastante significativo: a parceria desse mestre quase octogenário (e discreto por excelência) com um jovem de idade igual ao tempo de trabalho do associado, mas apoiado em exemplar currículo - não mais uma promessa, mas já um digno representante da nova geração de arquitetos brasileiros.
O complexo, próximo a uma área francamente arborizada, é composto por dois blocos lineares de três pavimentos - o maior, voltado para o norte, com quase cem metros de extensão e sob pilotis - articulados através de quatro volumes, um deles destinado à circulação vertical, recurso que cria um afastamento conveniente à iluminação das faces internas. Abrigam atividades com elevado grau de sofisticação, compostas essencialmente de estações de trabalho e treinamento; são espaços contínuos e descontraídos, típicos desses edifícios, com áreas próprias para descanso e convívio, e que têm na interação interior-exterior um ingrediente importante para um trabalho produtivo.
O projeto é pautado por rigoroso cuidado construtivo, mas também com a sustentabilidade, exigência imposta pela empresa desde o início do projeto, visando a certificação Leed no nível Gold.
Coerentes com uma postura arquitetônica do mais estrito respeito às exigências funcionais, os arquitetos não deram oportunidade, em nenhum momento, a arroubos formais. Assim, extraem dos componentes responsáveis pelo conforto os atributos plásticos que em muito enriquecem a edificação - os brises que cobrem as fachadas e o vazio entre os dois blocos em toda a sua extensão, há décadas elemento que concedeu identidade própria à arquitetura brasileira.
O complexo, próximo a uma área francamente arborizada, é composto por dois blocos lineares de três pavimentos - o maior, voltado para o norte, com quase cem metros de extensão e sob pilotis - articulados através de quatro volumes, um deles destinado à circulação vertical, recurso que cria um afastamento conveniente à iluminação das faces internas. Abrigam atividades com elevado grau de sofisticação, compostas essencialmente de estações de trabalho e treinamento; são espaços contínuos e descontraídos, típicos desses edifícios, com áreas próprias para descanso e convívio, e que têm na interação interior-exterior um ingrediente importante para um trabalho produtivo.
O projeto é pautado por rigoroso cuidado construtivo, mas também com a sustentabilidade, exigência imposta pela empresa desde o início do projeto, visando a certificação Leed no nível Gold.
Coerentes com uma postura arquitetônica do mais estrito respeito às exigências funcionais, os arquitetos não deram oportunidade, em nenhum momento, a arroubos formais. Assim, extraem dos componentes responsáveis pelo conforto os atributos plásticos que em muito enriquecem a edificação - os brises que cobrem as fachadas e o vazio entre os dois blocos em toda a sua extensão, há décadas elemento que concedeu identidade própria à arquitetura brasileira.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
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