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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Casa caipira na serra?

O cenário é de São Francisco Xavier, interior de São Paulo. Fortes cores e vista para o verde da montanha são algumas das vantagens da casa de 90 m². Com varanda, três quartos, um banheiro e cozinha, o imóvel quase não sofreu alteração após a compra. Na decoração com móveis usados, os donos, a decoradora Neza Cesar e o fotógrafo Sérgio Divitiis, mostram que comprar pode ter um ótimo substituto: reaproveitar.

Varanda
Os 30 m² da varanda oferecem descanso. Redes, colchonetes e tapetes garantem o conforto e ajudam no relaxamento ao lado da vista.

Vista
Para admirar o horizonte: um singelo banquinho de pedreiro ganhou cor e agora combina com a casa.

Parede
Apesar de serem frios, os tons usados na parede alegram as paredes externas da casa.

Adornos
Quatro pratos de porcelana Limoges e bons talheres de prata compõem a louça da casinha. Algumas destas peças foram herdadas pela mãe de Neza.

Sala
Na vidraçaria da cidade, Neza escolheu sobras de vidro e, na medida deles, rasgou a janela da parede. A ideia da proprietária era ter mais abertura para a vista. Acima da lareira, uma prateleira de mármore sobre mão-francesa. Os azulejos vieram de São Paulo e são da artista plástica Calu Fontes.

Sala
Um dos dormitórios foi integrado à sala - ampliando o ambiente. O tapete listrado é formado pela junção de duas peças antigas, sem uso, para chegar ao tamanho ideal para o espaço. O revestimento do sofá é feito de patchwork com diferentes tecidos. Na foto, o boxer Sathya (verdade em sânscrito).

Cozinha
Os diferentes ambientes da casa receberam mais de uma cor cada um. É o caso da cozinha, com paredes azuis e amarelas. Uma mesinha com duas cadeiras é o suficiente para as refeições do casal.

Cozinha
No lado amarelo da cozinha, um tradicional fogão à lenha ajuda a aquecer a casa toda do friozinho da serra. O piso de cimento queimado é original da construção.

Fonte: Revista Casa Claudia

domingo, 2 de outubro de 2011

Apartamento carioca e obras de arte

Estofados acolhedores, tonalidades sóbrias e uma agradável mistura de peças clássicas e modernas criam uma atmosfera deliciosa neste apartamento no Rio de Janeiro. 

Na sala de estar, reuniu antiguidades, móveis clássicos, lembranças de viagem e obras de arte.
Uma leve inspiração francesa é percebida na suíte do casal: molduras brancas valorizam as paredes, tingidas em duas gradações de um bege-acinzentado.

Enquanto a pintura de Lucia Laguna e o backlight de Mariana Tassinari preenchem a largura do sofá, a gravura de Antonio Peticov e um fragmento de madeira estão centralizados acima do aparador. "Deixo uma distância de 30 a 50 cm entre os móveis e as obras", diz Paola.


Para disfarçar a TV, o aparelho foi embutido em um painel de gesso em meio a obras de arte. Também de gesso, o aparador baixo, que ocupa a largura da sala, ganhou estrutura reforçada para servir de apoio e banco. Ao fundo, um espelho reflete os objetos. Sofás e mesa de centro da Imi, almofadas da Brint e banquetas da Artefacto.


No canto de jogos, a mesa Tulipa forma um conjunto de visual clássico com as cadeiras de palhinha francesas. Para contrastar, Paola adotou uma luminária gigante articulada. Apoiada no piso, a pintura sobre madeira de Marcelo Catalano faz fundo para a luminária de metal fosco (Lab Luz). Sobre a parede de tijolos, uma colagem de Alexandre Assali. As tábuas de ipê, originais do apartamento, foram clareadas.

Este aparador da sala de jantar (Artefacto B&C) tem a aparência de um móvel antigo chinês. Mas seu material não é a típica madeira laqueada, e sim aço polido. "O móvel se destaca por fugir do padrão. Foi isto o que me encantou: a releitura com um material moderno."


Foi entre seus antigos guardados que Paola encontrou a cortina feita a mão, com bordado richelieu, branca e delicada.

Para organizar os livros sem deixar a estante principal tão abarrotada, a moradora instalou uma prateleira alta, que circunda todo o escritório. "Como é generoso, o pé-direito possibilita essa solução. A proposta é emoldurar o espaço com as lombadas coloridas das edições." A cadeira diretor (Artefacto B&C) reforça a informalidade do escritório. Cortinas de linho da Brint.

Fonte: Casa Cláudia

Os tijolos são protagonistas

Os tijolos aparentes acompanham a história da arquitetura, sobretudo a de tradição ibérica. Além de peças vermelhas e laranja, as olarias começaram a oferecer outras mescladas e mais claras. Após passar os últimos anos sem tantas inovações, os tijolos voltam à cena, com usos modernos e novos acabamentos. 

Há versões mais escuras, pintadas, com cara de demolição e tamanhos sob encomenda. Confira algumas sugestões:

Quem vê a escada desta casa em Campos do Jordão, SP, demora a entender se o mais atraente é a imperfeição dos tijolos de demolição ou o jeito em que foram dispostos, com a parte menor para a frente. “Parece que estão empilhados”, diz a arquiteta. Eles foram assentados com junta seca e escurecidos ao receber uma demão de óleo queimado (de carro) diluído em aguarrás. Execução do engenheiro Marcelo Padovan.

Neste apartamento em São Paulo, a sala de jantar, a de estar e a cozinha ficam integradas. Ao reformá-las, o morador solicitou acabamentos sóbrios e rústicos. A parede principal recebeu revestimentos do tipo inglês, modelo Shiraz B – importados da África pela Palimanan Pedras Naturais –, aplicados com junta seca. A caixa com 50 unidades (22 x 7 cm e 1 cm de espessura) vale R$ 168 e cobre 0,84 m².

Um apartamento informal sem perder a elegância. Foi executado uma paginação (junta de amarração) cujas fiadas se alternam. Cortadas ao meio para servir de revestimento, as peças da Cia. das Telhas, de 27 x 13 x 7 cm (R$ 1 783 o milheiro), não têm rejunte.

Exímio conhecedor da versatilidade dos tijolos, o arquiteto Isay Weinfeld optou por peças avermelhadas para revestir esta casa em Atibaia, SP, praticamente por inteiro. “Na época da obra, há mais de 15 anos, esse material entrou em falta. Foi uma aventura percorrer várias olarias para encontrá-lo”, lembra o morador. No assentamento, optou-se pela junta frisada, em que é preciso retirar o excesso de argamassa entre os tijolos. Em todas as paredes, eles foram dispostos na posição tradicional, mas na escada o arquiteto preferiu usá-los na vertical.

Nem os tons nem as medidas dos tijolos são comuns. Para recobrir a fachada desta casa assinada pelo escritório Rocco Associados, de São Paulo, a R.O Materiais de Construção fabricou peças sob medida nas cores tabaco e café-mesclado. Elas medem 27 cm, em vez dos tradicionais 23 cm de comprimento, e custam mais. Devido ao peso dos revestimentos, a instalação com junta seca exigiu cuidados para que eles não se destacassem da parede. Os tijolos da primeira fiada foram recortados no verso a fim de criar uma reentrância em cada um. “Esse dente se encaixa numa cinta metálica presa na fachada. O processo, repetido a cada 1 m, dá firmeza ao conjunto”, explica o engenheiro.

Quando recebeu a encomenda de transformar um estúdio de dança em moradia e estúdio de um fotógrafo, a arquiteta , pensou em mudanças que não descaracterizassem a arquitetura dos anos 80. “Os tijolos aparentes estavam intactos, por isso só pensei em modernizá-los com tinta branca”, fala Tania. Ela elegeu o látex PVA (Suvinil), aplicado com pincel e rolo, por ser uma opção que requer menor manutenção. “Foram necessárias três demãos para cobrir totalmente a superfície”, completa a profissional.
Fonte: Revista Casa Claúdia

Casa Cor Minas Gerais 2011

Em Nova Lima, pertinho de Belo Horizonte, até 4 de outubro, acontece a 17ª edição da mostra mineira.

Minas Gerais desponta como um pólo criativo na arquitetura e no design de interiores nacional. Confira alguns dos ambientes da mostra local da Casa Cor, uma das edições mais aguardadas do evento de decoração. 

 Este ano, arquitetos e designers de interiores apostaram nos materiais quentes, nas memórias afetivas e na magia da luz, que, por meio de luminárias versáteis, confere cenas diversas aos projetos. O mobiliário também revela a preocupação com o conforto. Pelos espaços, não se veem móveis apenas belos: as peças, assinadas por designers consagrados ou criadas pelos autores das propostas, são especialmente convidativas. Nesta seleção de ambientes, vale conferir ainda a sensibilidade dos profissionais na escolha das obras de arte.

Sala de leitura
Uma iluminação versátil torna esta sala, assinada por Bernadette Correa, um local agradável para a leitura. Isso porque a luminária Boy’s Lamp (La Lampe), com cúpula de altura regulável, intensifica ou reduz a luminosidade do espaço. Elegantes, os painéis de Lyptus são um recurso para não danificar as paredes da sede do evento. "Mandei fazer uma grande caixa. Foi só chegar e instalar", conta. Poltrona de Flávio de Carvalho (São Romão).

Spa
Cores claras transmitem frescor e, por isso, foram a escolha da arquiteta Christianne Taranto para despertar a sensação de um pós-banho delicioso neste spa. Uma bancada de Corian (Belíssimo Banheiros), de 5 m de comprimento, se estende pelo ambiente. Na área de maquiagem, iluminada pelos pendentes da italiana Artemide (La Lampe), um papel vinílico (Gisele Decorações), resistente à umidade, reveste as paredes.

Enólogo
Para o deleite de um enólogo, a arquiteta Angélica Araujo projetou um ambiente aconchegante. Na poltrona de balanço, com braços de eucalipto, colocou estofamento de couro. Lâminas de noce canaletto recobrem a estante. "Criei uma peça em módulos, que pode crescer com a coleção de livros do proprietário." O tocheiro Dorie (La Lampe) dá o clima intimista. Nanquim sobre papel de Izaura Pena.

Lembranças
Um loft repleto de lembranças é a proposta da decoradora Denise Vilela, expressa na composição de parede que evoca o passado. O azul da tinta repete a cor da fazenda em que a profissional passou a infância. "Este espaço me lembra de quem sou", diz. No mobiliário, há um casamento de épocas: as poltronas de Jorge Zalszupin (São Romão), criadas nos anos 1950, se unem ao sofá contemporâneo (Líder Interiores).

Flat
Móveis vintage e contemporâneos compõem a decoração do flat criado pela designer de interiores Nara Cunha. Em torno da mesa Tulipa, revestida de carvalho claro, ficam cadeiras desenhadas por Aristeu Pires (São Romão) e bancos de gesso forrados do mesmo linho da parede (Micheliny Martins). A poltrona de costas, com braços de madeira, é do mestre Zanine Caldas. Obras de arte coloridas de Marinaldo dos Santos.

SPA Santa Cruz Acabamentos
Projetado pelo arquiteto Pedro Lázaro, o Spa Santa Cruz Acabamentos é um espaço revigorante. O espaço se divide em cabine de banho e área relaxante. Nesta, é possível fazer massagens e terapias diversas ou relaxar na banheira. Ali, é possível tomar banho e ao mesmo tempo usar o telefone ou ouvir música. Um iPad acoplado ao boxe do chuveiro integra estas tecnologias e ainda funciona como alarme de segurança, para casos de emergência. Todo o espaço é revestido com pastilhas brancas, que contrastam com elementos em preto. A iluminação é feita com fitas de LED que aparecem em rasgos nas paredes e no teto.

A arquiteta Ana Paula Paolinelli é quem assina o The Art Bistrô, ambiente utilitário da Casa Cor Minas. Painéis em tiras de madeira fazem um desenho de alto e baixo no relevo. Itens de material polido, como o espelho bronze, contrastam com o papel de parede, que imita um tecido em matelassê. As diversas texturas apresentadas no espaço deixam seu visual interessante e nada óbvio. O ambiente também oferece opções sustentáveis de revestimento, como o mármore travertino sintético, o piso em PVC que imita madeira de demolição e o deque de eucalipto de reflorestamento. A lareira elétrica, o lustre de cristal e tecido e o mobiliário com perfume de época ornamentam o projeto.

Bilheteria Foyer
Na França, Foyer é o salão dos teatros onde as pessoas se reúnem no intervalo do espetáculo. Inspiradas nesta ideia, a arquiteta Mariana Borges e a designer de Interiores Thaysa Godoy criaram o espaço Bilheteria / Foyer. Com 80m², o primeiro ambiente interno da Casa Cor Minas serve como espaço de convivência - e salão de expectativas. Em toda a fachada foi usada madeira restaurada de demolição com mais de cem anos. Portas de quase três metros de altura dão as boas vindas ao visitante. A marcenaria interna foi toda projetada pela dupla e executada com placas de MDF e a iluminação é feita com lâmpadas de LED. O piso, que imita a madeira, é cimentício, enquanto a lareira funciona a base de etanol.

Com 680 m², o Jardim do Encontro se inspira em praças do interior e se apresenta como o lugar ideal para caminhar, conversar, observar a natureza e apreciar obras de arte. Esculturas do artista mineiro Leandro Gabriel estão espalhadas pelo espaço e são criadas com materiais de refugo, como chapas de ferro, velhos discos de tratores e sucata. Espécies de fácil cultivo, como azaléas, palmeiras, bromélias e folhagens diversas, adicionam texturas, cores e formas. O projeto é dos paisagistas Elvira Brandão, Pedro Murta e Clarice Maia, que também é artista plástica.

Disco Lounge Interativo
No Disco-Lounge Interativo, a nostalgia do mobiliário original vintage convive com a tecnologia da música eletrônica. O espaço, de 73,80 m², conta com um lounge, onde há um painel interativo com a árvore genealógica da música eletrônica. Com controles do vídeo-game Nintendo Wii e fones de ouvido individuais, os usuários podem escolher o ritmo de sua preferência. Um painel de MDF revestido de garrafas PET faz a acústica do ambiente. A iluminação é com LED. Entre os móveis, destaque para o sofá Tonico, o par de poltronas Oscar (ambas criações de Sérgio Rodrigues) e a mesa Le Corbusier. O ambiente é assinado pela arquiteta Cida Teles e pelos engenheiros civis e designers de interiores Flávia Freitas e Luciano Costa.

Home Theater da Familia
O Home Theater da Família tem como meta ser um cinema em casa, integrando a família em um mesmo espaço de lazer imerso em tecnologia. Para isso, a arquiteta, urbanista e designer de interiores Isabella Magalhães apostou na aparelhagem automatizada. Com um iPad em mãos é possível controlar a tela de 133 polegadas com projeção em 3D de alta definição - além de ser possível acessar a internet, armazenar fotos, vídeos e música ou assistir a programas na grande tela. Para dar leveza, os tons neutros predominam em paredes e no carpete, contrastando com o preto usado nos móveis.

Loft da Campeã de Golfe
O Loft da Campeã de Golfe, de Cristina Morethson (arquiteta e designer de interiores) e Angelo Nunes Coelho (engenheiro e designer), é uma homenagem à esportista Maria Ignes Gonçalves. Seus 80 m² foram setorizados por uma divisória com nicho e lareira. Ela delimita os ambientes e marca a trajetória da TV 3D deslizante - acionada pelo iPad, ela se movimenta por um trilho preso ao teto e pode ser assistida em qualquer parte do loft. Um pequeno hall com cristaleiras é o lugar escolhido para expor a coleção de troféus de Maria Ignes. O closet, com peças do estilista Victor Dzenk, possui cabideiro eletrônico giratório e é comandado por tablet. O mobiliário contemporâneo tem acabamentos em laca brilhante, seda, veludo, couro e camurça.

Lofts Ronaldo Fraga
O Loft Ronaldo Fraga é uma homenagem do arquiteto e designer Cioli Cássius Stancioli ao estilista mineiro. Com 35 m², o espaço é inspirado na vida agitada, criativa e cheia de viagens do profissional e integra quarto, banheiro e cozinha. Iluminação industrial e efeito concreto nas paredes fazem contraste com peças de madeira e couro customizadas ou de reaproveitamento. A parede da cozinha leva plotagem que imita o ladrilho hidráulico. Desfiles e croquis também estão impressos pelo espaço, assim como formas e texturas - como a colcha de fuxicos - que relembram a trajetória de Ronaldo.

Loft do Rapaz
Criado para um jovem engenheiro ligado em tecnologia e gastronomia, o Loft do Rapaz mostra o estilo de vida contemporâneo de seu dono. O espaço, de 36 m², não tem paredes nem divisões internas. O piso é revestido de PVC e as paredes, de placas cimentícias que dão acabamento tridimensional. O ambiente tem aparelhos automatizados, integrando projetor, telão de 96 polegadas (com óculos 3D) e equipamento de som para home theater. Obras dos artistas Sérgio Machado e Ricardo Carvão e eletrodomésticos de ponta funcionam como itens decorativos. O projeto é de Flaviane Pereira, designer de interiores.

Banheiros Publicos
Ao criar os Banheiros Públicos, a arquiteta e designer de interiores Larissa Leão quis quebrar com o conceito de espaço apenas para necessidades. Ela propõe uma nova relação do usuário com o ambiente: aqui, ele entra em contato com a arte. E valoriza artistas locais - caso das esculturas em madeira entalhada, assinadas pelos mineiros Naninho e Hamilton, expostas no local. Os 45 m² se dividem em banheiro feminino, masculino e uma circulação que os conecta. Bancadas em Limestone Bateige Blue amparam as cubas de linhas arredondadas. No chão, a escolha é por carpete e piso vinílico. Na parede, foi aplicado papel de parede com arabescos; no teto, tons de chumbo e preto com efeito de camurça.

Banho do Jovem Casal
O Banho do Jovem Casal foi projetado para recém-casados que gostam da história e de peças vintage, mas não abrem mão de novidades. Espaços separados para o feminino e o masculino valorizam a individualidade; já o ambiente central serve para o casal passar momentos junto. O piso das áreas molhadas é revestido de mármore Zaidal e as paredes, de papel de parede vinílico. Retalhos de espelhos formam dois grandes painéis atrás das bancadas, onde se encontram as torneiras de piso. Com pouco mais de 33 m², o ambiente é assinado pelas arquitetas e designers Flávia do Prado e Letícia Dias.

Quarto da Filha
Uma moça por volta dos 20 anos é a contemplada neste Quarto da Filha. Para compor o ambiente clean e aconchegante, predominam peças em laca brilhante, como na bancada de maquiagem, e itens com o uso de linho, como a cortina e a cabeceira da cama, que usa dois tons do tecido. Vasos de murano e luminárias em aço galvanizado com pintura de ouro velho e cristais adornam o quarto. Já o papel de parede rendado dá um toque romântico e feminino ao espaço, de 16 m². O projeto é das arquitetas Bruna de Oliveira Figueiredo Matos e Maria Virginia Fonseca Reis.

Sala de TV
Sala de TV

Fonte: Revista Casa Claudia

Restaurantes paulistanos

Uma boa safra de novos restaurantes paulistanos apresenta, além de pratos apetitosos, ambientes e detalhes arquitetônicos surpreendentes. Servem até de inspiração para a casa...
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Na construção de 400 m² emoldurada em linhas retas, saltam aos olhos também o aço corten, presente em vigas, pilares e numa escada escultural em formato caracol, com degraus de madeira, que convida ao bar e à adega, no segundo andar. Para suportar o patamar superior, alterar locais de paredes e abrir vãos, foi necessário reforçar a fundação da antiga casa e construir pilares e vigas.
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Clos de Tapas: rua Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição, tel. (11) 3045-2291


A cozinha moderna e criativa praticada pelos jovens chefs Lígia Karazawa e Raul Jiménez no Clos de Tapas, inaugurado há seis meses, tem arrancado elogios dos críticos gastronômicos. Em sintonia com a roupagem contemporânea dos pratos, encontra-se a arquitetura assinada pelo nissei Naoki Otake. "Os espaços de restaurantes devem maximizar os prazeres da mesa", diz o arquiteto. No Clos de Tapas, os sabores de acento espanhol conquistam o paladar, e a visão do ambiente encanta. O elemento de maior impacto é uma parede de pedra bruta de 7 m de altura, que abriga obras do artista plástico chileno Enrique Rodriguez. "Remete à palavra clos, que em espanhol se refere à parte murada das melhores vinícolas", explica Naoki.



O vidro também é protagonista do projeto arquitetônico de Naoki Otake. Veda toda a fachada e tempera com luz natural o interior do restaurante. Vidro e aço "agregam mensagens de brutalismo e refinamento", diz o arquiteto.


Rodeio Iguatemi: avenida Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano, tel. (11) 2348-1111


Depois de 53 anos da inauguração do Rodeio, o tradicional restaurante de carnes abriu uma filial. O arquiteto Isay Weinfeld - cliente antigo, fã da famosa picanha fatiada - assumiu o projeto do novo endereço. O restaurante, de 850 m2, fica no oitavo andar de um edifício anexo ao Shopping Iguatemi, com acesso por dois elevadores. A atmosfera é sóbria, ao estilo da matriz. Não há excessos - a planta do salão principal obedece ao formato retangular, com painéis de vidro que, através de leves cortinas, sugerem o skyline. O forro acústico do teto foi recoberto por aletas de MDF, com inclinações variadas. "O projeto é clean, sofisticado e funcional", afirma a gerente, Sílvia Macedo Levorin, filha do fundador da casa, Roberto Macedo.

Rodeio Iguatemi: avenida Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano, tel. (11) 2348-1111


Num patamar inferior ao do restaurante está o bar, com 70 lugares. O ambiente segue a mesma linguagem do salão principal nos acabamentos, apostando em materiais naturais, como madeira e pedra. Paredes alternam jogos de texturas e matizes ao trazerem revestimentos de pedra do tipo palito no tom ferrugem e pele natural de vaca - presente também no estofado das cadeiras.


Back Gastrobar: rua Girassol, 273, Vila Madalena, tel. (11) 3034-6094


A profusão de luzes coloridas do Back Gastrobar - 16 milhões de tons, segundo o arquiteto paulistano Alan Borger - tem a função de buscar a atenção dos transeuntes da rua Girassol, na badalada Vila Madalena, para provarem os pratos de influência asiática do lugar. "Como ele fica no fundo do terreno, a iluminação foi pensada para atrair as pessoas a vencer esse trajeto", explica Alan, que traçou o projeto com Lucio Fleury e Eric Gartner, do escritório nova-iorquino SPG Architects.


Back Gastrobar: rua Girassol, 273, Vila Madalena

O espetáculo de cores é obtido com um tipo de led (diodo emissor de luz) chamado RGB. Ele foi instalado na fachada e no salão principal, conferindo um ar futurista ao imóvel de apenas 140 m².

O Manish abriu as portas há apenas dois meses. Sua gastronomia árabe foi traduzida já na fachada, que exibe um muxarabiê com 4,50 x 14 m de extensão. "Guardadas as devidas proporções, o desenho foi inspirado na Mesquita Nacional da Malásia, em Kuala Lumpur, construída em 1965", conta o arquiteto paulista Omar Dalank, autor do projeto, em parceria com Victor Castro e Carol Zullo. Elemento construtivo de origem árabe, o muxarabiê tinha como função principal proteger as mulheres dos olhares masculinos. No Brasil, conheceu o auge nas décadas de 40 e 50, pelas obras de Lucio Costa (1902-1998), Oscar Niemeyer e Affonso Rreidy (1909-1964), entre outros. Recentemente, voltou a ser explorado na arquitetura brasileira.


Manish: avenida Horácio Láfer, 491, Itaim Bibi, tel. (11) 4301-5928


Os elementos vazados do muxarabiê são feitos de geopolímero, semelhante ao concreto, porém mais resistente. Além de um admirável jogo de luz, proporcionam a visão do exterior para quem está dentro do restaurante (mas impedem que, do lado de fora, se enxergue o interior). A iluminação natural é reforçada por uma claraboia no centro do salão e por um painel lateral de vidro. "O restaurante se integra à rua, numa postura de valorização da cidade", explica Omar.




Outro destaque do restaurante é um mural criado pelo ilustrador paulista Marcus Dan e que ocupa toda uma parede interna. "Os desenhos fazem referência ao muxarabiê", diz o arquiteto responsável pelo projeto.

 Fonte: Arquitetura e Construção