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Soluções para Arquitetura e Paisagismo.
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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Arquiteto em cena..

Lendo por aí,  uma matéria no  focoemarquitetura  falava sobre os melhores filmes em que o protagonista é um arquiteto.

A informação original foi obtida em: http://wondersphere.blogspot.com/2009/08/architects-in-movies-definitive-list.html

Segue a lista:



the Black Cat (1934) - Boris Karloff


Mrs Miniver (1942) - Walter Pidgeon


The Fountainhead (1949) - Gary Cooper


Strangers when we meet (1960) - Kirk Douglas


The World of Suzie Wong (1960) - William Holden


Two for the Road (1967) - Albert Finney


Don't Look Now (1973) - Donald Sutherland


Death Wish (1974) - Charles Bronson


The Towering Inferno (1974) - Paul Newman


Falling in Love Again (1980) - Elliot Gould


Three Men & a Baby (1987) - Tom Selleck


The Belly of an Architect (1987) - Brian Dennehey


Jungle Fever (1991) - Wesley Snipes


Housesitter (1992) - Steve Martin


Fearless (1993) - Jeff Bridges


Sleepless in Seattle (1993) - Tom Hanks


Indecent Proposal (1993) - Woody Harrelson


Intersection (1994) - Richard Gere


One Fine Day (1996) - Michelle Pfeiffer


The Cable Guy (1996) - Matthew Broderick


Heaven (1998) - Martin Donovan


There's Something About Mary (1998) - Matt Dillon (pretends to be an architect/lecturer)


Three to Tango (1999) - Matthew Perry & Oliver Platt


My Life as a House (2001) - Kevin Kline (sort of, his job was a model-maker)


In the Bedroom (2001) - Nick Stahl (student)


Love Actually (2003) - Liam Neeson


Just Like Heaven (2005) - Mark Ruffalo (landscape architect)


The Quiet (2005) - Martin Donovan


White Noise (2005) - Michael Keaton


The Namesake (2006) - Kal Penn


The Lake House (2006)- Keanu Reeves


The Architect (2006) - Anthony LaPaglia


Firewall (2006) - Virginia Madsen


The Last Kiss (2006) - Zach Braff


Breaking & Entering (2006) - Jude Law (landscape architect)


Something's New (2006) - Simon Baker (landscape architect)


You, Me and Dupree (2006) - Matt Dillon


My Super Ex-girlfriend (2006) - Luke Wilson


Click (2006) - Adam Sandler and David Hasselhoff


500 Days of Summer (2009) - Joseph Gordon-Leavitt

As crônicas agudas..

Na revista AU do mês de Setembro (ed. 186), a coluna de Sergio Teperman trás um artigo interessante... fala sobre os Arquitudos. Infelizmente, acontece muito...
Segue para quem interessar ...

"Pensei vagamente em estudar arquitetura, como todo o mundo. Acabaria como todos que eu conheço que estudaram arquitetura: fazendo outra coisa. Poupei-me daquela outra coisa, mesmo que não tenha me formado em nada e acabado fazendo essa outra coisa." Uma vez, sentado por pura coincidência (e deferência do diretor regional do Sesc) em uma mesa de quatro pessoas em um show na showperia do Sesc Pompeia, não tive a coragem de trocar uma só palavra com meu ídolo, autor dessa frase e conhecido pela sizudez: o escritor e jazzista Luis Fernando Veríssimo.


Porém sempre tive a curiosidade de entender porque há tantas pessoas famosas em outras atividades, mas cuja formação universitária é arquitetura. Evidentemente, a universidade proporciona uma base cultural que possibilita aos portadores de um diploma aventurar-se por diversas áreas do conhecimento ou, no caso de cursos fracos, do desconhecimento. Assim há médicos atuando no circo; engenheiros e advogados trabalhando em tudo o que é possível. Os engenheiros, por sua boa formação, fazem absolutamente de tudo e alcançam posições importantes em grandes empresas e órgãos oficiais. A verdade é que um país se constrói (literalmente) com engenheiros, e o maior exemplo é a impressionante quantidade deles que dirigiu a antiga União Soviética.

As universidades, mesmo as mais fracas, possibilitam a seus alunos um desenvolvimento intelectual. Ainda que os cursos sejam falhos e os professores piores ainda, o ambiente abre a cabeça dos jovens. As faculdades de arquitetura, em particular, por todo o aspecto cultural que cerca a profissão, oferecem muitos caminhos.


Este texto é apenas uma listagem curiosa (e bastante incompleta) de como nossos coleguinhas se viram, e muito bem, "naquelas coisas" do Veríssimo. Favor não interpretar erroneamente a expressão "naquelas coisas", muito embora haja o boato de que alguns arquitetos também são razoáveis "naquelas outras coisas".

Então aí vai uma listinha, que os ingleses chamam de shortlist, de arquitetos ou ex-tudantes de arquitetura (não entram na lista artistas plásticos ou cenaristas porque ela se tornaria uma lista telefônica):

Músicos: Falcão, Elomar, Fausto Nilo, Maranhão, os irmãos Caruso, Billy Blanco, Arrigo Barnabé, Guilherme Arantes, Francisco Buarque de Holanda e Antonio Carlos Brasileiro (e pré-ecológico) de Almeida Jobim

Escritores: Milton Hatoum e José Agripino de Paula (meu colega "Lapa")

Chefs: Ana Soares e Roberto (quem diria) Ravioli

Garoto-propaganda: o ótimo ator Carlos Moreno (Bombril)

Esportistas: Ícaro de Castro Mello (com esse nome só podia ser recordista sul-americano do... salto com vara!)

Assassinos: Albert Speer, ministro de armamentos do 3o Reich e 2o homem da Alemanha nazista, que ainda desenhava casinhas na Baviera (e a Berlim dos 1.000 anos) e Mohammed Atta, o piloto egípcio que comandou o ataque ao World Trade Center


Presidentes: Belaúnde Terry (Peru); Sukarno (Indonésia), Thomas Jefferson (EUA), que nas horas vagas projetava Washington

Assessores presidenciais (ninguem é perfeito): José Expedito Prata (FHC) e Clara Ant (Lula)

Costureiros, ou, mais chique, estilistas: Pierre Balmain, Gianfranco Ferré, Cristobal Balenciaga, Gianfranco Gianetti (sócio de Valentino Garavani), além de Albert de Givenchy, Paco Rabanne que fizeram a École des Beaux Arts ou Arts Décoratifs e John Galliano

Uma história curiosa: quando trabalhava em Londres, me inscrevi em dois cursos noturnos de design na Central School of Arts and Crafts e na St. Martins College of Art and Design. Na St. Martins descobri rapidamente que não ensinavam design, só moda e fiz a besteira de largar o curso onde estudavam as mocinhas mais bonitas e finas de Londres, vestidas com as famosas mini de Mary Quant. Pois bem, John Galliano estudou aí.

Enfim, nossa profissão e nosso dia a dia são muito duros para falarmos só de seus problemas. Podemos de vez em quando nos dar ao luxo de "relaxar e gozar", como aconselhou uma ministra durante a crise aérea. Vamos enfim pensar que arquitetura também tem as suas 1.001 (f)utilidades, como a decoração. E lembrar de sua mais brilhante representante: Natália Guimarães, a miss Brasil.


quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Minha Paixão Por Museus


CIDADE DAS ARTES E CIÊNCIAS, VALÊNCIA - ESPANHA


LOUVRE, PARIS


MUSEU INFANTIL DE MIAMI


MAC, NITERÓI - RJ


MUSEU OSCAR NIEMEYER, CURITIBA - PR


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Yulia Brodskaya


Lendo por aí, me deparei com Yulia Brodskaya, design gráfico russo e reside atualmente em Londres.











Relembrando Exposição Expressiva


Arte da África

Curadoria: Peter Junge
14 outubro de 2003 a 4 de janeiro de 2004


No Rio, a mostra de 300 peças do acervo do Museu Etnológico de Berlim, é o carro-chefe da comemoração de 14 anos do CCBB; sob curadoria de Peter Junge, curador-chefe do departamento de África do museu berlinense, reúne tesouros absolutos, do século 15 ao 20, de 31 países da África subsaariana: África do Sul, Botsuana, Burkina Fasso, Burundi, Costa do Marfim, Gabão, Gana, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Lesoto, Libéria, Malaui, Mali, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Quênia, República Centro-Africana, Ruanda, Serra Leoa, Somália, Suazilândia, Sudão, Tanzânia, Togo, Uganda, Zâmbia, Zimbábue, com ênfase no Congo, em Camarões e Angola.

Paralelamente, o CCBB-Rio promove extensa programação temática. O continente africano será revisto em peças teatrais, espetáculos musicais e performances diárias. No cinema, uma consistente programação apresenta um painel histórico da sétima arte africana, dos últimos dos anos 70 à produção contemporânea, incluindo a homenagem ao cineasta sengalês Djibril Diop Mambety. Na área de idéias, além de um seminário sobre arte africana e de um curso de introdução à História da África e da cultura afro-brasileira, voltado aos professores dos níveis fundamental e médio, um ciclo de palestras contextualiza questões geopolíticas e econômicas e as relações históricas entre o Brasil e a África, as heranças comuns e a atual situação.

A exposição

O conjunto a ser mostrado aqui é maior do que o que está em exposição em Berlim. O acervo africano do museu é de 75.000 peças, das quais 200 ficam em exibição.

Um dos méritos da iniciativa do CCBB é conseguir trazer ao país um acervo clássico. Segundo Yole Mendonça, diretora da instituição, “o Banco do Brasil não mediu esforços para trazer ao país, pela primeira vez, a excelência artística do continente africano. É indiscutível a importância da África na formação do nosso povo, sem contar a enorme influência histórica e social na cultura brasileira.”

"O reencontro com a arte africana é, acima de tudo, um momento de memória. É a reafirmação de nosso compromisso genético com uma arte viva que produz vida, é uma constante reconceptualização de nossa arte afro-descendente, mestiça de matriz africana", pontua o ministro da Cultura, Gilberto Gil, no seu texto de apresentação no livro que acompanha a mostra.

O diretor do Instituto Goethe do Rio de Janeiro, Alfons Hug, idealizador e coordenador geral do projeto, lembra que “a arte africana foi ponto de referência para a arte moderna e continua sendo uma fonte de inspiracao para muitos artistas contemporâneos." Esta influência está, por exemplo, nos olhos de “Demoiselles d’Avignon” de Picasso e nas esculturas de madeira dos expressionistas alemães.

Arte da África ocupa todos os espaços expositivos do CCBB-Rio, com esculturas de madeira, de bronze, máscaras, tronos, insígnias e adereços da realeza, objetos de uso pessoal, figuras de ritual, figuras ancentrais e de poder, instrumentos musicais, entre outros.

“Em oposição a muitas mostras de arte africana, esta não se restringe a esculturas figurativas e máscaras, mas integra também obras importantes da cultura cotidiana, como jóias de ouro e marfim, pentes com decorações figurativas, encostos para a nuca etc.”, defende o curador Peter Junge, que escolheu eixos temáticos para ordenar a exposição:

- a escultura figurativa, subdividida em objetos vinculados ao poder político e objetos cuja função consiste sobretudo em equilibrar partes da visão de mundo e assegurar a estabilidade;
- máscaras e instrumentos musicais, partes integrantes das artes performáticas;
- objetos de uso cotidiano que apresentam uma dimensão adicional, estética, em virtude da sua forma específica.

Esculturas figurativas
Na visão de mundo das diversas culturas individuais, a maioria dos objetos desta mostra desempenha a função de contribuir para a ordem, estabilidade ou segurança e para apoiar o seu restabelecimento.

Eles estão ordenados em dois blocos de limites fluidos:
• arte e poder político: retratos comemorativos de reis, tronos e objetos da realeza - obras de arte relacionadas com o exercício da dominação em sociedades hierarquicamente organizadas;
• a arte ajudando a manter o equilíbrio do universo: figuras dos antepassados, figuras de poder (power figures), figuras de gêmeos e bonecas de fecundidade, bem como esculturas figurativas do mundo dos oráculos. Em algumas culturas africanas, além do mundo dos vivos, existe a idéia de um mundo paralelo, do qual as pessoas vêm a esta vida apenas por curto tempo, retornando ao primeiro depois da morte. Este núcleo tem obras de arte que assinalam a interface entre os dois “mundos”.








Performance
• Máscaras
As máscaras talhadas são um viés das artes plásticas, mas, sobretudo, integram uma arte que pode ser mais bem circunscrita pelo conceito da performance. Um filme de desfiles de máscaras do Reino de Oku, nas estepes camaronenses, incluído na mostra, é um bom exemplo;
• Música
Junto com as máscaras, os instrumentos musicais pertencem ao âmbito das artes performáticas e da dança. Por outro lado, as narrativas também recebem acompanhamento musical. Como as artes plásticas, a música africana exerceu influência significativa sobre a das Américas e da Europa: nosso samba, o jazz norte-americano e, hoje, a produção pop internacional.


Texto: Meise Halabi
Créditos:http://www.canalcontemporaneo.art.br/e-nformes.php?codigo=237#5