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segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Arquitetura Acessível

O direito de ir e vir é considerado natural para todos nós, e muitas vezes nem percebemos quanto é dificultoso para um deficiente simplesmente transitar pelas cidades do pais.


Desenho universal é a palavra-chave para alcançar a acessibilidade. Esse modo de projetar virou lei e está ajudando a criar espaços e produtos usáveis por todos.

Banheiros para cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida, rampas, plataformas, elevadores acessíveis, pisos táteis, sinalização inclusiva, barras de apoio... Quem escuta falar desse aparato disponível no mercado em prol da acessibilidade não se espanta. Mas não é tão longínquo o tempo em que a arquitetura e o design baseavam-se no homem padrão ou dito "normal", excluindo as pessoas com algum tipo de limitação ou deficiência e lhes negando o direito de ir e vir, de estudar e ter uma vida no mínimo digna.

O conceito de Desenho Universal surgiu nos Estados Unidos e ele não foi criado para atender as necessidades de pessoas com deficiência ou de mobilidade reduzida, mas sim para todas as pessoas. Ele é alicerçado pelos princípios Igualitário, Adaptável, Óbvio, conhecido, Seguro, Sem esforço e Abrangente. Estes aspectos foram definidos por um grupo de arquitetos liderados por Ron Mace. 


O Brasil tem cerca de 15 Normas Técnicas que padronizam como devem ser desenvolvidos os projetos de acessibilidade urbana, transportes e prédios de uso público, entretanto, pouco é feito.

Graças às manifestações da sociedade e leis específicas, o olhar sobre as diferenças humanas está mudando. Pouco a pouco, novos conceitos e condutas são incorporados pela sociedade. 

O desenho universal prega soluções simples e holísticas, que atendem uma abrangente tipologia humana, sem tecnologias sofisticadas e a custos acessíveis - uma construção adaptável sai no máximo 1% mais caro que as convencionais.

Agora, há parâmetros estipulados em normas e que podem ser discutidos, cobrados pela sociedade e fiscalizados pelas autoridades.


Tecnologias de automação, que estão mais em conta, também são disponibilizadas para derrubar barreiras e facilitar a vida de todos os cidadãos.

Um complicador é que, apesar da obrigatoriedade dos locais de uso público, adequação de imóveis existentes, nem sempre se é possível seguir todas as especificações normatizadas, a adequação total pode ser prejudicada por questões estruturais, econômicas, de espaço físico, legais (prédios tombados pelo patrimônio histórico).

Um projeto universal inclui produtos acessíveis para todas as pessoas, independentemente de suas características pessoais, idade ou habilidades. "A meta é que qualquer ambiente ou produto seja alcançado, manipulado e usado, independentemente do tamanho do corpo do indivíduo, de sua postura ou mobilidade", explica Silvana Cambiaghi, autora do livro Desenho Universal (Editora Senac).

A prefeitura de São Paulo foi uma das pioneiras em promover a acessibilidade e a inclusão, pela criação da Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida (Seped), oficializada em 2007 pela lei municipal 14.659. 

Uma das primeiras iniciativas da Secretaria foi incentivar a construção de espaços de moradia acessíveis a todos, lançando em parceria com o Instituto Brasil Acessível os Selos de certificação de Habitação Universal e Habitação Visitável.


Vejam imagens da mostra acessível que ocorreu em 2010:

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Spa

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Zoe Gardini em seu espaço de ginástica homenageia o professor Matthew Sanford, que é tetraplégico. No ambiente, todos os objetos estão ao alcance das mãos de um cadeirante, que também tem à disposição um bebedouro em altura acessível.

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Sala de Jantar de Daniela  e Virgínia Velloza

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Priorizando qualidade de vida e segurança a todos, pensando inclusive no futuro, Daniela Velloza e Virgínia Velloza fazem uso da arquitetura universal para atribuir beleza e conforto à Sala de Jantar.

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Quarto de bebê assinado por Melissa Lira e Ingrid Cincurá.

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Criada por Sueli Adorni, a sala íntima da família traz beleza e acessibilidade em um espaço relaxante, que privilegia iluminação mais intensa para pessoas com baixa visão e odorização diferenciada que ajuda a identificar o ambiente.

Como tornar o banheiro mais acessível:



Via Revista AU e outros.


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