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sábado, 18 de setembro de 2010

Investimentos - hospitalares a partir de 2010

São Paulo é referência em medicina. Estão aqui não só os melhores hospitais como os grandes profissionais da área de saúde. Só o sistema público realiza 87.000 consultas por dia, de pessoas vindas de todos os lugares do país. O particular, outras 58.000, porém os hospitais paulistanos andam cheios.

Hoje, a taxa de ocupação da maior parte das instituições particulares é igual ou superior a 85% – como o movimento, costuma cair aos sábados e domingos, isso significa que durante a semana os hospitais estão quase sempre lotados.

Em quatro anos, o orçamento para o Sistema Único de Saúde (SUS), programas e investimentos na área de saúde cresceu R$ 14 bilhões: de R$ 22,5 bilhões para R$ 36 bilhões. Ainda assim, é pouco, na comparação com outros países. O Brasil gasta anualmente com saúde, por habitante, metade do que a Argentina gasta.

5.563 Municípios brasileiros receberão R$ 1 a mais por habitante para o financiamento da atenção básica à saúde pública. Anualmente, os repasses para este fim serão de R$ 18 por pessoa. O aumento, equivalente a R$ 191,4 milhões anuais, é destinado à prevenção de doenças, promoção e reabilitação da saúde da população.

Ao todo, os Municípios devem receber o valor fixo de R$ 3,4 bilhões por ano. “É importante lembrar aos gestores que os recursos são destinados às ações de atenção básica de saúde, antes dos investimentos, eles devem identificar quais as maiores necessidades deste setor e usar os recursos para solucionar essas carências.

Este acréscimo passou a valer desde julho de 2009. Portanto, os Municípios deverão receber os valores retroativos de dois meses. Cerca de 0,08 centavos por habitante - R$ 1 dividido por 12 meses.

Apesar do reajuste publicado pelo Ministério da Saúde, a metodologia utilizada pelo Ministério para calcular o incentivo com base na população de 2008, deixa um déficit de mais de 1,8 milhão de habitantes. Uma perda de R$ 33,6 milhões para os Municípios brasileiros, segundo a Confederação. Segundo a frente, dos 27 estados brasileiros, apenas sete investem 12% do que arrecadam em saúde. Com isso, o setor perdeu R$ 11 bilhões nos últimos sete anos.

Vale ressaltar que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicou a estimativa populacional para 2009 em 14 de agosto de 2009, com um total de 191.480.630 habitantes. As regiões mais prejudicadas são a Sudeste – menos R$ 13 milhões – seguida da Nordeste que perde R$ 9 milhões.

Apartir de 2003, a parcela de habitantes com 60 anos ou mais cresceu 17% na cidade. No mesmo período, cerca de 1 milhão de paulistanos aderiram a um plano de saúde e passaram a usá-lo com freqüência – segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), 6,4 milhões de moradores da capital são conveniados. Os centros médicos responderam com uma expansão que fazia muito tempo não se via. Vinte grandes grupos privados anunciaram investimentos somados de 2,2 bilhões de reais em novas instalações e equipamentos de ponta, parte deles vinda de uma linha de crédito do BNDES.

Até 2012, a expectativa é que surjam 1.800 novos leitos. Para se ter uma ideia do tamanho da revolução, o Instituto Central do Hospital das Clínicas conta com 980 leitos.

HCOR

Novidades • Duas torres estão em construção. Em uma delas vai funcionar o hospital-dia. Na outra, salas para cirurgias de alta complexidade e UTI’s, além de um centro de convenções
Previsão de inauguração • Em agosto, deve ser aberto o hospital-dia, com entrada pela Rua Bernardino de Campos. Em dezembro de 2011, o outro prédio, no terreno em frente.
Investimento • 95 milhões de reais

ALBERT EINSTEIN

Novidades • Um prédio para tratamento de doenças complexas: como câncer e insuficiência renal e outro administrativo, ambos na unidade central, no Morumbi, um hospital-dia com dezesseis andares.
Previsão de inauguração • Julho de 2012
Investimento • 500 milhões de reais

OSWALDO CRUZ

Novidades • Sete centros especializados em doenças como câncer de mama e diabetes, além de um prédio de vinte andares onde vai funcionar um complexo cirúrgico.
Previsão de inauguração • Até o fim do ano, todos os centros devem estar funcionando. O novo edifício é para setembro de 2011.
Investimento • 250 milhões de reais

SAMARITANO

Novidades • Vai ganhar um edifício de quinze andares, onde haverá um instituto de pesquisa, laboratório e salas cirúrgicas com mesas que fazem movimentos de rotação e translação
Previsão de inauguração • Novembro de 2010
Investimento • 123 milhões de reais

BENEFICÊNCIA PORTUGUESA
Novidades • A reforma pretende elevar o padrão de conforto do hospital, com nova mobília nos quartos. O centro cirúrgico será modernizado e o pronto-socorro terá o dobro do tamanho atual. Parte do investimento será para a compra de equipamentos, como o tomógrafo da foto acima
Previsão de inauguração • Junho de 2015
Investimento • 110 milhões de reais


SÍRIO-LIBANÊS

Novidades • Uma torre de dezoito andares com vinte salas de cirurgia e sessenta leitos de UTI equipados com câmeras que permitem aos enfermeiros observar a imagem dos doentes, bem como seus sinais de vida.
Previsão de inauguração • Outubro de 2012
Investimento • 450 milhões de reais


OUTROS GRUPOS DE SAÚDE

MEDIAL SAÚDE • Seu nono hospital será construído na região metropolitana. Ele ficará na Avenida Brigadeiro Luís Antônio e deve abrir em julho de 2010.
Investimento • 110 milhões de reais.

AMILPAR • Inaugura em março de 2010 de seu quinto hospital na cidade. O Vitória trará 233 leitos, maternidade e um centro de diagnósticos ao Jardim Anália Franco, na Zona Leste.
Investimento • 100 milhões de reais.

SABARÁ • Em março de 2010, o hospital especializado no atendimento às crianças se mudará do bairro da Consolação para Higienópolis. No novo endereço, da Avenida Angélica, as instalações triplicarão de tamanho.

Investimento • 85 milhões de reais.

SANTA ISABEL • O anexo onde os médicos da Santa Casa atendem pacientes particulares, em Santa Cecília, foi modernizado e terá, até o fim do ano, uma segunda unidade, em um prédio inicialmente planejado para ser hotel de luxo.
Investimento • 70 milhões de reais.

NOSSA SENHORA DE LOURDES • Devem ser inaugurados até dezembro 43 apartamentos, além de um setor de oncologia e um centro cirúrgico. Há um projeto de reforma do edifício antigo, no Jabaquara, cujas instalações estão defasadas.
Investimento • 70 milhões de reais.

BANDEIRANTES • Está em obras para a construção de um bloco de onze andares, no mesmo endereço, na Liberdade.
Investimento • 50 milhões de reais

SANTA JOANA • A maternidade do Paraíso onde nascem mais de 12 000 paulistanos por ano terá, até 2011, um novo bloco de oito andares.
Investimento • 50 milhões de reais.

LEFORTE • Espera o habite-se para ser inaugurado, no Morumbi. Terá 105 leitos e pronto-socorro adulto e infantil.
Investimento • 42 milhões de reais.

NOVE DE JULHO • A compra de um antigo flat na Rua Peixoto Gomide, em Cerqueira César, permitiu um rearranjo geral. A partir de novembro, os consultórios ficarão no novo espaço, junto com o centro de reabilitação.
Investimento • 40 milhões de reais.

SÃO CAMILO • Uma ala com oitenta leitos, em fase de acabamento, será agregada à unidade da Pompéia. No hospital de Santana, a área administrativa vai dar lugar a trinta novos quartos.
Investimento • 40 milhões de reais.

CEMA • Especializado em otorrinolaringologia e oftalmologia, planeja instalar seis unidades de bairro até 2012. A próxima será aberta em Interlagos, no início do ano que vem.
Investimento • 12 milhões de reais.

EDMUNDO VASCONCELOS • Conhecido por muitos pelo antigo nome, Gastroclínicas, na Vila Clementino, atende a 44 especialidades. Neste ano, vai inaugurar um auditório e uma área de diagnósticos por imagem.
Investimento • 12 milhões de reais.

SANTA CATARINA • Ampliou seu centro oncológico. A unidade de radioterapia, na Avenida Paulista, está prevista para o início do ano que vem.
Investimento • 5,2 milhões de reais.

SANTA PAULA • naugurou há duas semanas uma UTI para pacientes da neurologia na Vila Olímpia. Em agosto começará a mexer na Emergência, cuja área será dobrada.
Investimento • 4 milhões de reais.

Instituto do servidor vai investir R$ 34 milhões
O Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe) vai investir R$ 34 milhões até o final do ano que vem. O valor será investido na reformas das instalações e na compra de equipamentos para melhorar o atendimento e modernizar os serviços oferecidos aos seus usuários. Serão R$ 14,7 milhões destinados a obras, sendo R$ 4,6 milhões investidos ainda este ano e outros R$ 10,1 milhões no ano que vem.O Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), irá investir esse valor em equipamentos de tratamento de câncer, radioterapia, ultrassonografia com Doppler, de anestesia, monitores cirúrgicos, reformas na área de radiologia, nos banheiros, ambulatórios, pronto- socorro, leitos e outras áreas do hospital, ampliando assim os seus recursos e facilitando o serviço prestado.

Setor produtivo da saúde recebe R$1 bilhão em investimento
Um acordo de R$ 1 bilhão promete dar um novo impulso para o setor produtivo na área de saúde nos próximos cinco anos. A cooperação, envolvendo esse montante, foi firmada nesta segunda-feira entre a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDES). A parceria permitirá o investimento tanto no setor público como privado em áreas de inovação e de produção. Os principais enfoques da parceria são: produção de fármacos, novas vacinas e medicamentos fitoterápicos. O complexo industrial da saúde passa a contar, por exemplo, com a mudança no modelo de gestão da Fiocruz para estabelecer parcerias. A Fiocruz poderá encubar empresas de base tecnológica em novas biotecnologias com o financiamento de risco do banco. Pelo acordo, a fundação subsidiará a definição de ações estratégicas do BNDES no campo de produção e inovação em saúde, fornecerá informações para as políticas e programas do banco direcionadas ao setor e realizará estudos de viabilidade técnico-científicos para produtos inovadores. Um dos principais objetos do convênio é estabelecer parcerias público-privadas, que têm produzido retornos significativos, tanto na economia financeira como em transferência de tecnologia. Além da produção nacional do genérico Efavirenz, o Ministério da Saúde anunciou, neste ano, 9 parcerias entre sete laboratórios públicos e 10 empresas privadas para a produção de 24 fármacos a serem utilizados por pacientes do SUS. Uma economia anual de R$ 160 milhões. A cooperação também permitirá a consolidação da pauta estratégica da Fiocruz no campo da infraestrutura tecnológica, que prevê a finalização do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde (CDTS/Fiocruz), em construção no campus de Manguinhos, no Rio de Janeiro; o Centro Integrado de Protótipos, Biofármacos e Reativos para Diagnóstico (CIPBR) do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Biomanguinhos/ Fiocruz); e o projeto de produção de insulina do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/ Fiocruz). O Termo de Cooperação contempla, ainda, o desenvolvimento sustentável, que envolve o trabalho com a biodiversidade, no campus de Jacarepaguá da Fiocruz, com a produção de medicamentos fitoterápicos. Temporão também destacou que o Termo de Cooperação possibilitará a ampliação da instalação de novas unidades da Fundação pelo país, como em Curitiba, Ceará, Piauí, Mato Grosso do Sul, Brasília e Rondônia, permitindo o desejado desenvolvimento regional de tecnologia em saúde.


A nova tendência na arquitetura hospitalar
Aspectos estéticos e funcionais dos ambientes hospitalares, que podem às vezes passar despercebidos aos leigos, mas possuem grande influência no tratamento de pacientes. Por isso, cada vez mais médicos buscam construir suas clínicas e hospitais já com características de arquitetura hospitalar. As obras hospitalares têm ganhado novos ares e raramente parecem com os antigos hospitais. Iluminação farta, mistura de cores, escadarias e acabamentos bem elaborados colaboram com o conforto dos pacientes e seus acompanhantes. Prédios totalmente brancos, com pouca iluminação e janelas econômicas deprimem as pessoas. A arquitetura não é remédio, é uma informação subliminar e abstrata que influencia no bem estar e recuperação dos pacientes e no aproveitamento do espaço e da racionalização para agilizar o trabalho dos funcionários.Qualquer mudança, reforma ou construção na área de saúde necessariamente exige a participação de profissionais especializados na área de arquitetura. Um projeto para um hospital ou qualquer outro local ligado à saúde exige estudos profundos, para se atingir a perfeita combinação entre os conceitos de arquitetura, tecnologia, conforto, bem-estar, sempre de acordo com as leis e orientações da Vigilância Sanitária, ANVISA e outros órgãos de saúde. As construções precisam acontecer de uma forma flexível para que componentes da infra-estrutura caminhem livres e acomodem futuras mudanças. Os ambientes precisam ser versáteis. A obra precisa também ser prática para facilitar a manutenção e limpeza, que são atividades diárias mais constantes ali que em outros lugares. Reformas são muito complexas e num hospital é necessário levar em consideração os componentes como esgoto e ar-condicionado, que causariam muita demolição em reconstruções.
 
Créditos: Flex Editora

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