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domingo, 2 de outubro de 2011

Restaurantes paulistanos

Uma boa safra de novos restaurantes paulistanos apresenta, além de pratos apetitosos, ambientes e detalhes arquitetônicos surpreendentes. Servem até de inspiração para a casa...
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Na construção de 400 m² emoldurada em linhas retas, saltam aos olhos também o aço corten, presente em vigas, pilares e numa escada escultural em formato caracol, com degraus de madeira, que convida ao bar e à adega, no segundo andar. Para suportar o patamar superior, alterar locais de paredes e abrir vãos, foi necessário reforçar a fundação da antiga casa e construir pilares e vigas.
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Clos de Tapas: rua Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição, tel. (11) 3045-2291


A cozinha moderna e criativa praticada pelos jovens chefs Lígia Karazawa e Raul Jiménez no Clos de Tapas, inaugurado há seis meses, tem arrancado elogios dos críticos gastronômicos. Em sintonia com a roupagem contemporânea dos pratos, encontra-se a arquitetura assinada pelo nissei Naoki Otake. "Os espaços de restaurantes devem maximizar os prazeres da mesa", diz o arquiteto. No Clos de Tapas, os sabores de acento espanhol conquistam o paladar, e a visão do ambiente encanta. O elemento de maior impacto é uma parede de pedra bruta de 7 m de altura, que abriga obras do artista plástico chileno Enrique Rodriguez. "Remete à palavra clos, que em espanhol se refere à parte murada das melhores vinícolas", explica Naoki.



O vidro também é protagonista do projeto arquitetônico de Naoki Otake. Veda toda a fachada e tempera com luz natural o interior do restaurante. Vidro e aço "agregam mensagens de brutalismo e refinamento", diz o arquiteto.


Rodeio Iguatemi: avenida Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano, tel. (11) 2348-1111


Depois de 53 anos da inauguração do Rodeio, o tradicional restaurante de carnes abriu uma filial. O arquiteto Isay Weinfeld - cliente antigo, fã da famosa picanha fatiada - assumiu o projeto do novo endereço. O restaurante, de 850 m2, fica no oitavo andar de um edifício anexo ao Shopping Iguatemi, com acesso por dois elevadores. A atmosfera é sóbria, ao estilo da matriz. Não há excessos - a planta do salão principal obedece ao formato retangular, com painéis de vidro que, através de leves cortinas, sugerem o skyline. O forro acústico do teto foi recoberto por aletas de MDF, com inclinações variadas. "O projeto é clean, sofisticado e funcional", afirma a gerente, Sílvia Macedo Levorin, filha do fundador da casa, Roberto Macedo.

Rodeio Iguatemi: avenida Faria Lima, 2232, Jardim Paulistano, tel. (11) 2348-1111


Num patamar inferior ao do restaurante está o bar, com 70 lugares. O ambiente segue a mesma linguagem do salão principal nos acabamentos, apostando em materiais naturais, como madeira e pedra. Paredes alternam jogos de texturas e matizes ao trazerem revestimentos de pedra do tipo palito no tom ferrugem e pele natural de vaca - presente também no estofado das cadeiras.


Back Gastrobar: rua Girassol, 273, Vila Madalena, tel. (11) 3034-6094


A profusão de luzes coloridas do Back Gastrobar - 16 milhões de tons, segundo o arquiteto paulistano Alan Borger - tem a função de buscar a atenção dos transeuntes da rua Girassol, na badalada Vila Madalena, para provarem os pratos de influência asiática do lugar. "Como ele fica no fundo do terreno, a iluminação foi pensada para atrair as pessoas a vencer esse trajeto", explica Alan, que traçou o projeto com Lucio Fleury e Eric Gartner, do escritório nova-iorquino SPG Architects.


Back Gastrobar: rua Girassol, 273, Vila Madalena

O espetáculo de cores é obtido com um tipo de led (diodo emissor de luz) chamado RGB. Ele foi instalado na fachada e no salão principal, conferindo um ar futurista ao imóvel de apenas 140 m².

O Manish abriu as portas há apenas dois meses. Sua gastronomia árabe foi traduzida já na fachada, que exibe um muxarabiê com 4,50 x 14 m de extensão. "Guardadas as devidas proporções, o desenho foi inspirado na Mesquita Nacional da Malásia, em Kuala Lumpur, construída em 1965", conta o arquiteto paulista Omar Dalank, autor do projeto, em parceria com Victor Castro e Carol Zullo. Elemento construtivo de origem árabe, o muxarabiê tinha como função principal proteger as mulheres dos olhares masculinos. No Brasil, conheceu o auge nas décadas de 40 e 50, pelas obras de Lucio Costa (1902-1998), Oscar Niemeyer e Affonso Rreidy (1909-1964), entre outros. Recentemente, voltou a ser explorado na arquitetura brasileira.


Manish: avenida Horácio Láfer, 491, Itaim Bibi, tel. (11) 4301-5928


Os elementos vazados do muxarabiê são feitos de geopolímero, semelhante ao concreto, porém mais resistente. Além de um admirável jogo de luz, proporcionam a visão do exterior para quem está dentro do restaurante (mas impedem que, do lado de fora, se enxergue o interior). A iluminação natural é reforçada por uma claraboia no centro do salão e por um painel lateral de vidro. "O restaurante se integra à rua, numa postura de valorização da cidade", explica Omar.




Outro destaque do restaurante é um mural criado pelo ilustrador paulista Marcus Dan e que ocupa toda uma parede interna. "Os desenhos fazem referência ao muxarabiê", diz o arquiteto responsável pelo projeto.

 Fonte: Arquitetura e Construção

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